domingo, 28 de novembro de 2010

Invadiu a paz!
























Simples seria se a paz nos invadisse.
No entanto viver sem paz parece "normal".
Normal assim seria se um pouquinho de paz
fosse constante,
fose presente,
menos ausente.
Simples seria se uma criança vivesse num conto de fadas,
meio real, sem bombardeios de ausência de paz.
Oh, normal seria caminhar sem destino,
sem sustos ou temores,
simplesmente caminhar por caminhar
sem destinos ou ruas.
Ilusão não seria,
ser invadido pela paz!

(28/11/2010)
Kássia Gomes

Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2010
Código do texto: T2642000

Vou te amar assim

Amarei sem amarras ou prisões.

Amarei sem medo de te amar.

Amarei assim que amanhecer o sol.

Amarei assim que você me amar.

Amarei sem você me amar.

Amarei sem eu te amar.

Amarei simplesmente assim sem.

Amarei porque sempre vou te amar assim, simples.


(27/11/2010)

Kássia Gomes

Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2010

Código do texto: T2641969













segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Beirando à loucura




















Tic...tac, tic...tac.
Passa hora, passa relógio,
passa gélida madrugada
pelos meus olhos dormentes
e acesos pela loucura.

Tic...tac, tic...tac.
Desce a noite, cai o dia,
mais uma vez durmo
e não durmo por conta
da loucura.

Tic...tac, tic...tac.
Batidinha ridícula deste relógio,
que por causa da loucura,
o confundo a cada madrugada
que passo acordada pela loucura.

Tac, Tec, Tic, Toc...
O relógio por causa de tanta loucura,
ficou louco também.
Aposentou-se desta profissão
repetidamente chata.
E na madrugada surge o sombrio
silêncio amigo.


(26/08/2010)
Kássia Gomes
Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2010
Código do texto: T2468048

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SEM AMIGOS








Uma pessoa sem amigos é como um pintor sem mãos,
tem que se virar com a boca.

(19/08/2010)

Kássia Gomes

Publicado no Recanto das Letras em 19/08/2010
Código do texto: T2447055

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estou em brasa



















Neblina...
Orvalho...
Meu corpo ainda está em brasa,
meu coração arde em seu calor,
minha pele pede a todo instante, você...
Só você pode arder junto comigo.
Toda hora.
Todo dia.
Todo inverno.
Brasa queima meu ardente corpo,
corpo que pede você a todo segundo.
Queima no mar gelado a brasa, queima...


15/07/2010
Kássia Gomes
Publicado no Recanto das Letras em 15/07/2010
Código do texto: T2379747

Onde está o amor?



















Onde está meu amor.
Diga onde está o amor.
O amor onde está?
O amor está onde!?
Amor que não existe,
o amor que não está onde.
O amor está onde você o existir.


24/06/2010
Kássia Gomes
Publicado no Recanto das Letras em 15/07/2010
Código do texto: T2379719

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vinte e seis outonos



















Caem os cabelos,
trocam-se os pensamentos,
sentimentos afloram.
Emoções explodem em todos meus poros.
Minha razão desconhece a razão.
Esperanças de um mundo mais justo e humano
estão por um fio finíssimo.
A tolerância e a compaixão aumentaram.
No entanto o desânimo e a falta de coragem também.
Oito anos desta vida, deste outono,
foram de recheados de falsas esperanças e descrença
em relação ao amor e ao namoro.
Agora termino estes vinte e seis outonos com muito amor de meu amor,
porém sem muitos amigos.
Quem sabe nos vinte e sete outonos tudo mude.
E tudo conspire a meu favor.

13/04/2010

Kássia Gomes

Publicado no Recanto das Letras em 13/04/2010
Código do texto: T2194849